Assembleia cercada e volta de secretário/deputado. Sartori faz de tudo para aprovar seu pacote

Foto: Mateus Ferrz - Rádio Gaúcha
O amanhecer dessa segunda feira (21) trouxe tempo ruim não só no clima, mas também para a democracia gaúcha. Em uma nova demonstração de totalitarismo o presidente da Assembleia Legislativa, Edson Brum (PMDB), do mesmo partido do governador Sartori, cercou os prédio da Assembleia e proibiu o ingresso de quem não seja deputado, servidor ou jornalista já credenciado.

A "Casa do Povo" ficou sitiada para satisfazer a vontade do governador Sartori e para que a sua base não seja indisposta no projeto que aumenta os impostos.

Pior de tudo é que a votação não é hoje e sim hoje (22), ou seja, o PMDB criou um clima de tensão antes mesmo do fato acontecer.

“Mais uma vez vivemos um “sitiamento” e um regime de exceção, isso se tornou comum na casa do povo, é para evitar de receber legitimamente os interessados em acompanhar os projetos que lhes atingem”, protesta a deputada Stela Farias (PT).

Brum diz que serão distribuídas senhas: 145 para quem é contra o aumento dos impostos e 145 a favor. Como será difícil encontrar quem seja a favor muito provavelmente haverá uma claque de partidários do PMDB, PSDB, PP, entre outros que poderão provocar desordem nas galerias.

Secretários voltam a ser deputados


Para evitar "traição na base" o governador Sartori resolveu exonerar dois secretário, que reassumem, nesse caso, as vagas de titulares na Assembleia. Ernani Polo (Agricultura) e Pedro Westphalen (Transportes), ambos do PP, assumem as vagas de Gerson Borba e Marcen Van Hatten.

Ao final da votação eles retornam as suas secretarias. É bom lembrar que esses dois secretários não tiveram os salários parcelados já que optaram por receber os vencimentos da Assembleia.

Van Hatten que dava discurso contra o aumento de impostos ficou de lado, talvez não possa nem entrar na Assembleia, se entrar deve ficar na galeria.

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