Na mira de delatores, Cunha abre o rito do golpe


Citado nas investigações da Operação Lava Jato por três delatores como beneficiado no esquema de propina da Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta segunda-feira 28 que pretende analisar nesta semana pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff protocolados na Casa.

Cunha tem dito à imprensa que ainda não tomou uma decisão sobre o assunto, apesar de ter revelado a integrantes da oposição que pretende não dar continuidade aos pedidos. A estratégia é que o peemedebista negue os requerimentos e a oposição apresente recurso, que deve ser aprovado pelo plenário da Câmara.

"Eu recebo os pedidos de processo. Cabe a mim despachar se aceita ou não aceita. Se aceitasse, teria uma comissão especial com seu rito próprio. Se não aceitar, cabe recurso. Essa semana eu já começo a despachar", disse Cunha nesta segunda. "Vou ler os pareceres, pedir mais e tomar a decisão em fundo do que está lá", acrescentou.

O presidente da Câmara já foi citado na Lava Jato por Júlio Camargo, Fernando Baiano e João Augusto Henriques. Enquanto os dois primeiros apontaram pagamento de propina de US$ 5 milhões a Cunha referente a um navio-sonda da Samsung, Henriques o acusa agora de receber vantagens, na Suíça, na compra de uma área de exploração em Benin, na África, pela diretoria internacional da Petrobras. Ele revelou ter criado uma conta na Suíça para pagar propina ao peemedebista, mas não revelou a quantia.

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