quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Protesto de servidores públicos impede votação de projetos na Assembleia Legislativa

Pela primeira vez em 180 anos a pressão popular impediu uma sessão da Assembleia Legislativa. Mais do que isso. Impediu que a Assembleia inteira funcionasse. 

Desde a manhã dessa terça feira (15) servidores estaduais bloquearam todas as entradas da Assembleia impedindo a passagem de funcionários e deputados. Após muita discussão, seguida de bate boca e empurra-empurra, resultou em uma reunião com a presença de lideranças de 40 categorias do funcionalismo. 

Os servidores pediam a retirada do regime de urgência para três projetos encaminhados pelo governo Sartori (PMDB). O PL que cria a previdência complementar e cria o teto de aposentadorias igual ao do INSS; o PL que extingue a Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde e a Fundação de Esporte e Lazer. 

As categorias afirmam que os projetos não foram debatidos com os servidores e que não há nada que justifique a urgência já que não haverá concursos esse ano (e as novas regras para a aposentadoria só valem para os novos servidores) e o corte das fundações não representa alívio no caixa do estado. 

Após a reunião o presidente da Assembleia Edson Brum (PMDB) decidiu não abrir os trabalhos do legislativo mas não deu nenhuma garantia de que não haja votações na quarta ou na quinta, nem que os projetos deixem de ter regime de urgência. 

Há uma lista de 18 projetos na lista de espera para votação. Nenhum deles dará uma solução efetiva para os problemas econômicos que Sartori diz existirem. Somente depois desses projetos serem votados é que entram em pauta os projetos de aumento de saque dos depósitos judiciais, com efeito imediato, e do aumento de impostos, com efeito somente em 2016. 

A visão de deputados mais experientes, como é o caso do líder do PTB, Aloisio Classmann não acredita que a pauta continuará esse semana. "O governo não pode pegar o funcionalismo para pagar o mico", afirmou. 

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